POESIA BRASILEIRA E FÁBULA DO LUGAR
Maria Luiza Berwanger da Silva - UFRGS
La transition est l’acte du poète
le lieu ne prend sens que par cette transition.
Jean Bessière
Cendrars aproximava‑se do lirismo puro mais do que qualquer outro poeta modernista. A primeira vez que aqui veio estávamos em pleno Modernismo beligerante e nosso grupo estava entusiasmado com a chegada do mestre (...). Temos muito a aprender com Cendrars, poeta do mundo.
Mário de Andrade. Diário Nacional,
São Paulo, 25.12.1929. Taxi: Blaise Cendrars.
Sua poesia impressionava pela união do épico com o lírico, ao mesmo tempo que representava a vida moderna no que possuía de mais singelo e de mais surpreendente (...). Cendrars era um possuído da vida moderna. ‘L’Univers me déborde’, escreveu ele na Prose du Transibérien. Essa confissão o definia.
Manuel Bandeira. Jornal do Brasil,
Rio de Janeiro, 25.01.1961. Cendrars naquele tempo.
Nas epígrafes, a visualização de Cendrars como poeta transgressor retrata, exemplarmente, a marca que Blaise Cendrars imprime no Modernismo brasileiro. Como Manuel Bandeira dirá em carta a Mário de Andrade:
Mário, você é profundamente original, pessoal e brasileiro, mas a tudo isso chegou por uma seríssima, atormentadíssima e dolorosíssima cultura européia moderníssima.” (Moraes, Correspondência..., 2000, p.179)
Produto do contínuo encantamento, a confissão de Blaise Cendrars “Le Brésil est ma deuxième patrie, du moins spirituellement” (Richard, 1969, p.132), ao configurar o poeta como Alteridade aclimatada, remete ao próprio contexto francês, diluído pelo gesto de constante retorno ao passado e à sacralização do cânone, gesto que não se ajustava ao olhar desse poeta da passagem: buscar o novo para decifrar o magnetismo do lirismo tropical e, desse modo, recartografar a paisagem poética brasileira, sem lhe retrair a singularidade eis, em síntese, a sedução que a imagem retida do Brasil por Blaise Cendrars disseminará sobre a “inteligência literária”. Pacto de amizade e celebração compartilhada (no sentido de Maurice Blanchot (1971, p.326)), revitalização mítica e redescoberta do cotidiano constituem algumas das representações da espontaneidade com que Blaise Cendrars se inscreve no projeto modernista da reconstrução nacional (artístico e cultural). Conforme Roger Bastide, em Poetas do Brasil, inclina‑se Blaise Cendrars a “... aproximar as nações, misturar os homens, abolir as fronteiras, de maneira a descobrir a unidade indivisível” (BASTIDE, s.d., p.130), representação antecipada das comunidades interliterárias que fertiliza o traço do tropicalismo já entrevisto por Ferdinand Denis e que Bastide sintetiza de modo exemplar:
O que Denis apenas entreviu, quando quis mostrar a influência do clima tropical sobre a literatura brasileira, um Durtain, um Cendrars, mesmo um Claudel vão realizar. Esses mascates da poesia trocarão na Praça Onze do Rio e na Bolsa de Café de São Paulo, as modernas tendências da literatura francesa com os frutos dos Trópicos, misturando seu mel e seu suco, seu gosto de açúcar e de terebentina, à poesia de sua terra. (Ibid., p.131)
Harmonizam‑se, portanto, em Blaise Cendrars, a busca do novo e a própria imagem da tradição literária francesa de que o poeta se faz um porta‑voz às avessas. Sob as palavras de Bastide, “... A isso que chamo um tropicalismo novo, não um tropicalismo de plantas exuberantes, mas de imagens interiores e de sentimentos confusos, a lama da terra que ainda não secou do dilúvio...” (Ibid., p.147), o recorte do exotismo pelo ângulo da memória residual legitima o projeto duplo de Blaise Cendrars: o de renovar a poesia francesa pela incorporação da paisagem mesclada e o de revitalizar o localismo brasileiro, reacendendo‑lhe cores, matizes e efeitos, que congregam, em Mário de Andrade, a figura aparentemente paradoxal do trovador (“Sou um tupi tangendo um alaúde”) com a do poeta multifacetado (“Eu sou trezentos, trezentos e cincoenta”), inflexão, talvez, da voz do Outro tanto menos imposta, tanto mais buscada no silêncio e na intimidade do próprio desejo do Turista aprendiz. Paralelismos de imagens insinuam‑se nesse entretecer de diálogos de poetas‑críticos viajantes (o de Blaise e o de Bastide), nos quais o desejo da errância e a conseqüente fragmentação do eu configuram o espaço da viagem, como se fora esse distante e, por isso mesmo, infinito e impulsionador da constante procura. Esclarecedora, nesse sentido, faz‑se a Correspondência trocada entre Manuel Bandeira e Mário de Andrade, onde o contraste (ilusório) do poeta “anti‑viajante” Mário de Andrade com o do “bourlinguer” Blaise Cendrars é desfeito pelo jogo de territórios poéticos superpostos. Diz Mário de Andrade:
Eu sou o poeta das viagens de bonde!
Explorador em busca de aventuras urbanas!
Cendrars viajou o universo vendo a dança das paisagens...
Viajei em todos os bondes de Paulicéia
e penetrei o segredo das casas baixas...
Conheço todos os enfeites das salas de visitas!
Tenho a erudição das toalhas crespas de crochê, sobre
o mármore das mesinhas e no recosto dos sofás,
Sei de cor milhares de litografias e oleogravuras.
(Moraes, Correspondência, Op. cit., p.91)
Se, pois, a ressimbolização processada pela “dança das paisagens” produz esse efeito de modulação do olhar, a poética da distância relaciona o imaginário das viagens com a fábula do lugar reinventado, imagem‑síntese do estudo de Jean Bessière sobre Blaise Cendrars, intitulado Cendrars: lieux et frontières: “La fable des lieux suppose que ce lieu‑ci se dédouble en son dedans et son dehors et que l’autre lieu se multiplie suivant ce dehors et d’autres dedans” (Bessière, 1999, p.12), o que significa aludir ao movimento de transgressão no deslocamento ao Outro: “La transition est l’acte du poète; le lieu ne prend sens que par cette transition” (Ibid., p.124). Dito de outro modo: desdobrado, todo lugar faz‑se paisagem disseminada em que o lugar nomeado insinuará o esboço de um não‑lugar, redesenho e multiplicação que o eu capta desse lirismo reinventado. Nas palavras do crítico antilhano Édouard Glissant, em Traité du Tout‑Monde:
Parcourons la géographie ainsi nouvellement établie, qui n’est plus seulement cette proie des découvreurs et des conquérants mais le tendre lieu de l’amant et de l’aimante... l’interjection de la souffrance et de la joie, qui surajoutent au réel... Cette géographie du poète annonce le partage et la relation.
(GLISSANT, 1997, p.188)
No ensaio nuclear de Mário de Andrade sobre Blaise Cendrars, na Revista do Brasil (março de 1924), a ênfase no “lirismo puro” configura o legado maior do poeta francês à poesia brasileira (“lirismo puro” compreendido por Mário de Andrade como incorporação do espaço externo à subjetividade que, multiplicando‑se infinitamente, transforma a paisagem poética em território do eu). Lê‑se em Mário de Andrade:
Blaise Cendrars explodiu de madrugada em nós. A dolorosa lição dos 19 Poèmes Elastiques se avolumava dentro de nós como incontestável e provocava em mim as anotações líricas da intenção de poemas que estão em Losango cáqui. (ANDRADE, 2000, p.90)
De certo modo, essa afirmação relaciona‑se com a crítica que Manuel Bandeira empreende a Mário de Andrade em carta onde o censura sobre a visualização de Blaise Cendrars por demais intelectualizada, negando‑lhe “o direito de fazer lirismo puro” e sugerindo‑lhe que desenvolva, em outro artigo, a distinção entre lirismo e poesia, o que Mário de Andrade fará no n.3 da Revista Estética, pouco tempo após a essa sugestão:
Le Formose (é) mais um livro de lirismo que um livro de poesia propriamente dita. Poesia é arte. Toda arte supõe uma organização, uma técnica, uma disciplina que faz das obras uma manifestação em si mesma...
(MORAES, Correspondência, Op. cit., p.93)
Aproximados, esses traços críticos da percepção lírica e do fazer poético lúcido traduzem a lição do poeta‑viajante como a do aprendizado da mescla, da impureza e da mistura, singularizado pelo Losango cáqui, no já referido artigo de 1924 da Revista do Brasil.
Em Losango cáqui, ordem e desordem, centramento e descentramento, subversão e retorno à regra transfigurada, logo a uma outra ordem, sintetizam‑se nos versos de Mário de Andrade:
Faça de seu espírito uma marcha de soldado
Das suas sensações um vôo de andorinha
(ANDRADE, Poesias completas, p.136)
e se efetivam na imagem da Paulicéia desvairada (rememorada no próprio Losango cáqui), “recostada no espigão do horizonte” (Ibid., p.138) e “passagem do Equador” (Ibid., p.139), representação do espaço poético, pois, como limite a ser transgredido ou, como dirá, “sempre o horizonte a chamar” (Ibid., p.129).
Vista sob o enfoque das cinco poesias intituladas Paisagem, se Paulicéia desvairada expressa o desejo de inscrever no poema a fisionomia multifacetada da cidade, Lira paulistana faz‑se resgate de um espaço memorial em que o deslocamento não significa mais registro do local, mas progressiva indeterminação do lugar, compondo, desse modo, uma certa paisagem da neutralidade, no rastro, talvez, do que Mário de Andrade intitulara de “anotações líricas, desprovidas de intenção de poema”, prática sorvida dos 19 Poèmes élastiques. A poesia Ma danse (“Va et vient continuel / vagabondage spatial / tous les hommes, tous les pays / C’est ainsi que tu n’es plus à charge / tu ne te fais plus sentir”) (CENDRARS, 1967, p.81) esclarece para Mário de Andrade (e para todo o Modernismo) a configuração da poesia como jogo (“La poésie est un jeu”) (Ibid., p.97), efeito lúdico no qual a progressiva diluição da subjetividade e do espaço conforma uma visão outra da captação do real, intermediada pela associação da poesia com a pintura:
De la couleur, de la couleur et des couleurs...
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La peinture devient cette chose énorme qui bouge... (Ibid., p.40)
Com efeito, em Le coeur du monde (1924‑1929), o entrelaçamento do traço pictural com a imagem poética permite a Blaise Cendrars modular o território do imaginário brasileiro: retraída (“Le mur ripoliné de la Pension Milanese s’encadre dans ma fenêtre / Je vois une tranche de l’Avenue São‑João”) (Ibid., p.63), descentrada (“Tous les voyageurs sont d’accord pour parler des couchers de soleil dans ces parages... / Mais je préfère de beaucoup les levers de soleil...) (Ibid., p.30) e neutra (“J’adore cette ville / Saint‑Paul est selon mon coeur / Ici nulle tradition / Aucun préjugé / Ni ancien ni moderne... Tous les pays / Tous les peuples / J’aime ça.”) (Ibid., p.63‑64), a paisagem será singularizada por esse ritmo poético múltiplo.
Na poesia de Mário de Andrade, a imagem de São Paulo, celebrada e sacralizada completando a descrição no canto a meia‑voz do cotidiano, filtra do lirismo de Blaise Cendrars a transfiguração do local, a que o poeta brasileiro agrega o orgulho de ser “paulistanamente”, como se o prazer do vasto e do indizível condensassem a totalidade cultural. Diz Mário de Andrade no artigo da Revista do Brasil de 1924:
... Amo sobretudo, da poesia viva de França, Blaise Cendrars porque o mais rico de benefícios para mim. Ele me libertou da incompreensão do passado. Livrou‑me do ritmo impessoal, dando‑me não o seu, mas o meu ritmo, tão diferentes estes. Descobriu para mim as puras nascentes do lirismo, muito mais que escritos de estetas e experiências de laboratórios. Porque sempre foi caminhar estrada mais certa, em vez de cartas geográficas, ter um sarado e sacudido companheiro de viagem... E, poeta francês, libertou‑me da França.
(ANDRADE, 1924, p.222)
Figura singular essa que a poética do lugar, na transparência de Blaise Cendrars, imprime na poesia brasileira: acrescenta ao simbolismo de Pasárgada, lugar paradisíaco e único, o desdobramento em não‑lugar ou lugar de todos lugares, legitimando‑se na teoria da Literatura Comparada hoje. No que se refere a esse aspecto, à afirmação de Jean Bessière de que “todo lugar é lugar de outro lugar”, responde em eco às Múltiplas moradas de Cláudio Guillén, nas quais “todo existe dentro de la multiplicidad transpersonal”, incidindo na paisagem “donde el hombre es aparentemente invisible”, mas cuja síntese original entre “espíritu invasor y naturaleza... há propiciado nuevas imágenes configuradoras” (GUILLÉN, 1998, p.176, 164, 163).
Na base desse diálogo, versos da poesia Conseil au bon voyageur, de Victor Segalen, revitalizam esse efeito de exotismo:
Garde bien d’élire un asile / Ne crois‑pas à la vertu d’une vertu durable... Ainsi sans arrêt ni faux pas... tu parviendras, non point, ami, au marais des joies immortelles. Mais aux remous pleins d’ivresse du grand fleuve diversité.
(SEGALEN, 1973, p.103)
Desse modo, a presença de Blaise Cendrars transparece a renovação do olhar exótico, eixo constitutivo do “tropicalismo novo” sorvido pelo poeta francês da luz meridional, segundo Roger Bastide, e que colhe da fábula do lugar esse acento outro, como que rastro inapagável do pontilhado francês encarnado pelo poeta da Prose du Transsibérien.
Memória da leitura, em Cendrars, os versos que celebram Appolinaire como imagem do multicultural, (“Des petits Français, moitié anglais, moitié nègre, moitié russe, un peu belge, italien, thchèque ... Ils ont tous quelque chose d’étranger et sont pourtant bien de chez nous... Et ils parlent tous la langue d’Appolinaire”) (Ibid., p.104), estabelecem a relação do simbolismo do lugar reinventado com a imagem da diversidade cultural; ao mesmo tempo que rememoram, no poema Carnaval carioca de Mário de Andrade, onde o constante aflorar das figuras do Outro demarca os princípios teóricos articuladores do projeto modernista de 1922, enunciados principalmente na conferência sobre o Modernismo Brasileiro (Aspectos da Literatura Brasileira):
A Baía é boa terra.
Está feliz.
Carnaval...
A baiana se foi na religião do Carnaval,
como quem cumpre uma promessa
Todos cumprem suas promessas de gozar:
Ingleses evadidos da pruderie,
Argentinos mascarando a admiração com desdéns superiores
Polacos de indiscutível índole nagô.
Yankees fantasiados de norte-americanos...
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[Mas] Tem outra raça ainda
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Eu mesmo... Eu mesmo, Carnaval
Eu te levava uns olhos novos
Pra serem lapidados em mil sensações bonitas
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É que sou poeta
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Sou o compasso que une todos os compassos
E com a magia de meus versos
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Fixando os ecos e as miragens
Eu celestizo em euritmias soberanas
Oh! Encantamento da Poesia Imortal.
(ANDRADE, 1924, p.165‑166)
Nesse sentido, a presença de Mário de Andrade hoje, em produções estrangeiras (refiro‑me ao longo estudo crítico sobre o poeta brasileiro em République Internationale des Lettres, de Pascale Casanova (1999)), celebra esse incessante movimento de recriação do Outro como certeza da identidade lírica reconfigurada. Ao inscrevê‑lo nessa obra, não sabia certamente Pascale Casanova que estava a reverter e a recuperar a confissão de Mário de Andrade sobre sua subjetividade exacerbada: todo exame das representações da Alteridade faz‑se produtivo quando reacende trocas e expansões do imaginário.
No fundo, tanto o poeta‑crítico francês Blaise Cendrars quanto o brasileiro cumprem a dança da paisagem: um e outro nem presença nem ausência do eu, mas tom, mescla, matiz, diluição persistente que mostra e relembra, a cada momento, a passagem da linha; sem, contudo, apagá‑la completamente, reiteram os versos finais da poesia Saint Paul em gesto que subverte o rastro do colonizador em memória residual: “Les deux trois vieilles maisons portugaises qui restent sont des faïences bleues” (Ibid., p.64). Ressignificada e reconfigurada sob o olhar de Terras e Gentes, a paisagem poética brasileira define‑se na síntese lapidar de Jean Bessière, onde diz: “- Le lieu est une vie entière et l’insondable de toutes les vies” (BESSIÈRE, 1999, p.27).
Ao afirmar, no encerramento do artigo de 1924 da Revista do Brasil, “é como homem livre, sem ligação de escola alguma francesa ou italiana, alemã ou portuguesa, é como selvagem que saúdo o poeta francês”, Mário de Andrade referia‑se certamente a essa ressimbolização que a fábula do lugar concede à poesia brasileira.
ANDRADE, Mário de. Blaise Cendrars. Revista do Brasil, São Paulo: Monteiro Lobato e C. Ed., v. XXV, p.214‑223, janeiro‑abril de 1924.
___. Losango cáqui. In: Poesias completas. São Paulo: EDUSP, s.d.
___. Aspectos da literatura brasileira. São Paulo: Martins, s.d.
BLAISE CENDRARS ETC... ETC... (Um livro 100% brasileiro). São Paulo: Perspectiva, 1976.
BASTIDE, Roger. Poetas do Brasil. São Paulo: Guaíra, s.d. p.127‑148.
BESSIÈRE, Jean. Cendrars: Lieux et Frontières. In: CHEFDOR, Monique (Org.). La fable du Lieu. Paris: Champion, 1999. p.11‑32.
BLANCHOT, Maurice. L’amitié. Paris: Gallimard, 1971.
CENDRARS, Blaise. 19 poèmes élastiques. In: Poésies complètes (1912‑1924). Paris: Gallimard, 1967.
GLISSANT, Édouard. Traité du tout monde. (Poétique IV). Paris: Gallimard, 1997.
GUILLÉN, Cláudio. Múltiplas moradas (Ensayo de Literatura Comparada. Barcelona: Tusquets, 1998. p.98‑175.
MORAES, Marcos Antônio. Correspondência de Mário de Andrade a Manuel Bandeira. São Paulo: EDUSP, 2000.
RICHARD, Hugues. Dites‑nous Monsieur Blaise Cendrars. Lousanne: Editions Rencontre, 1969. p.132.
SEGALEN, Victor. Essai sur l’exotisme. Montpellier: Fata Morgana, 1978.
___. Stèles. Paris: Gallimard, 1973.